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sábado, 23 de abril de 2016

UMA RELIGIÃO FOLCLÓRICA PARA UM NOVO TEMPO... por Luciano Costa

UMA RELIGIÃO FOLCLÓRICA PARA UM NOVO TEMPO...


Nos primórdios da história da teologia cristã, sacerdotes, bispos, teólogos e leigos levavam o estudo sistemático da Palavra de Deus a sério. Não negociavam princípios doutrinários custasse o que custasse. Atualmente há uma valorização exagerada da experiência em detrimento do conhecimento. Pedro já nos alertou: “ crescei na graça e no conhecimento...” (II Pe.3.18). Deveríamos considerar que,

 “ A teologia é inevitável na medida em que o cristão (ou qualquer outra pessoa) procura pensar de modo coerente e inteligente a respeito de Deus. (...). Sem a reflexão formal a respeito do significado do evangelho da salvação que é parte da teologia, ele se degeneraria rapidamente para a condição de mera religião folclórica e perderia toda a sua convicção da verdade e sua influência sobre a igreja e a sociedade”. (OLSON. p. 14. 2001).

Corremos o risco de nos lançarmos a uma espiritualidade destituída de conteúdo, inócua, e sem fundamento bíblico.
A substituição dessa “reflexão formal a respeito do significado do evangelho”, como bem expressou Roger Olson, nos remete a uma igreja que marcha sem propósito. Prega muito, mas sem fundamentação teológica, quer ser relevante para o mundo, mas copia o modelo de sucesso do mesmo. Reivindica o sagrado para si, mas compactua com o profano. Troca a glória de Deus, por glórias humanas. Enfim se torna uma religião folclórica. Que vive de extremos, e ao que parece,

 “ Nos nossos dias, porém, parece que o pêndulo já chegou à extremidade oposta, já que muitos cristãos sabem pouco ou nada a respeito das doutrinas cristãs ou de como e por que se desenvolveram. O cristianismo está correndo o risco de se tornar uma religião folclórica de culto terapêutico e sentimentos pessoais”. (OLSON. p. 17. 2001).

            É sabido que os falsos profetas aproveitarão essa falta de conhecimento (Os 4.6), para disseminar seus falsos ensinos e suas heresias. Mas o que caracteriza um culto dessa religião folclórica? Pus-me a refletir sobre como seria esse culto, que elementos compõem o mesmo, e cheguei a seguinte conclusão:
·         É um culto onde o homem está no centro, antropocêntrico;
·         Onde a performance do líder dita o ritmo e que tipo de adoração acontece no mesmo;
·         É um culto terapêutico (não que não o deva ser, Deus faz maravilhas no meio de seu povo), mas o cerne do mesmo é bem-estar e a prosperidade do homem e não a glória de Deus;
·         É um culto no qual a teatralização é o forte, carregado de simbolismos e de intervenções de quem o dirige;
·         É ritualístico, cheio de ritos de passagem, criados com finalidades específicas;
·         É um culto no qual o sensacionalismo e o “duelo” do Bem com o mal, é evidenciado e explorado com shows de exorcismos e de uma práxis mítica e etc.
·         Não há espaço para a exposição da Palavra, no lugar são decretados “atos proféticos”, e determinações coletivas; 
·         Atenção está voltada para algo, algum objeto, algum “ponto de contato” e não para Cristo, este às vezes é apenas mencionado, mas a ênfase é noutra coisa;
Enfim, como disse, é uma religião folclórica, onde a forma é mais relevante do que o propósito; no qual há a determinação do “sagrado” através de lugares, de “ dias específicos”, de determinadas ações programadas pelo homem, nas quais Deus “ está obrigado” a comparecer e cumprir com o seu papel, já bem determinado pelo homem!
Concluo, com esse pensamento, que fiz há algum tempo: " Se não voltarmos para a Palavra de Deus, iremos sim praticar uma religião folclórica e uma espiritualidade popular, que nos manterá no engano e nos levará ao fanatismo!"  

Fonte citada: OLSON, Roger. História da Teologia Crista – 2000 anos de tradição e reformas. Editora Vida. São Paulo. 2001

Luciano Costa – É Pedagogo, pesquisador da História da Igreja e do Pentecostalismo no Brasil. Atua há 9 anos plantando igrejas no Sertão do RN. Casado com Jussária Morais e tem um filho Lucas Ezequiel. Hoje lidera a Assembleia de Deus na cidade de São José do Seridó/RN

quarta-feira, 2 de março de 2016

TEOLOGIA BRASILEIRA PARA O POVO BRASILEIRO! Por Mestre Lucas Gesta

TEOLOGIA BRASILEIRA PARA O POVO BRASILEIRO!



Nos círculos teológicos, nos quais tenho participado e debatido, vejo cada dia mais a necessidade de uma teologia brasileira para o povo brasileiro. O que mais tem crescido no Brasil é o tal do "avivamento reformado": transmutações de teologias e missiologias dos séculos XVI, XVII e XVIII, sem nenhuma apreciação crítica, sem nenhuma noção de que aqueles homens erraram e que aqueles homens eram pessoas de seu tempo e falavam para outras pessoas de seu país e de seu tempo.

Nós cristãos brasileiros temos problemas reais que nenhum outro teólogo do passado conseguiria solucionar, pois não os viveu. Teologia também é ciência humana (a meu ver) e, como tal, precisa saber responder às questões do presente com respostas atualizadas.

Percebo também que o brasileiro é desequilibrado por natureza: ou ele tende às heresias neocapitalistas norte-americanas, ou ele se entrega ao fundamentalismo cego e ao pior que havia nas tradições reformadas e entre os puritanos.

Percebo também que o brasileiro sempre idolatra os de fora: o teólogo alemão, o missionário norte-americano, a música australiana etc. Será que não temos nada de bom entre o nosso povo? Será que nós não podemos ensinar ao alemão a Teologia, ao norte-americano a Missão e ao australiano o Louvor?

Teologia Brasileira para o povo brasileiro! Igreja brasileira para a Igreja brasileira! Música brasileira para o louvor brasileiro!

Sejam esses os nossos brados!

Att.
Lucas Paiva - Filigranas de História da Igreja 
Especialista em História da Igreja
Mestre em História Social - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

sábado, 2 de janeiro de 2016

PENTECOSTES PENTECOSTALISMO: uma abordagem Sociológica Teológica - Por Marcelo Gesta


PENTECOSTES PENTECOSTALISMO
Por Marcelo Gesta

Todo estímulo cria uma ideia, e se tal ideia continuar sendo instigada, logo gerará uma atitude. Se tal atitude continuar sendo repetida, a mesma cultivará um hábito, e a perpetuação deste hábito consolidará um comportamento e/ou mentalidade, sejam verdadeiros ou falsos. A persistência e continuidade deste fenômeno elegerão um símbolo primordial e fundamental (um “símbolo sagrado”), e, justamente tal, será o “instrumento aferidor” de tudo aquilo que for considerado adequado ou inconveniente. Assim, o “sim-bólico” é o que agregará os princípios e valores, a ética e a moral apropriadas para todo indivíduo ou sociedade inteira, e obviamente seu contrário, será e é percebido como o “dia-bólico”, o desagregador.

Neste trabalho usamos como objeto de estudo os fenômenos pertinentes à Pentecoste e ao Pentecostalismo para demonstrar uma dinâmica que pode ser percebida e se repete em qualquer instituição, seja ela religiosa, política, comercial, militar, cultural, industrial, educacional etc. – o comportamento cultivado, preservado e repassado, de distintas formas, para ser e por ser fator de identificação individual bem como de identidade grupal, é adquirido, desenvolvido, praticado e propagado artificialmente a partir de um “símbolo sagrado”.

Desse modo, sem ter a pretensão de ser um projeto apologético ou doutrinário cristão, levantamos questões que vão da Antropologia à Psicologia, da História à Filosofia, da Sociologia à Teologia, transitando dentro do campo das Ciências da Religião e da Teologia Protestante.

Este livro é escrito por Marcelo Gesta, membro de uma Denominação Protestante Histórica, formado em Teologia, História e Ciências da Religião, o qual procurou não descuidar da dinâmica acadêmica e do método científico, portanto, alguém que pesquisou, empreendeu e concatenou tanto sob uma perspectiva interna quanto externa das realidades e fatos doravante apresentados.

Já disponível nas melhores livrarias.




TEOLOGIA ORTODOXA, Reformada e afins por Marcelo Gesta: Muito se fala hoje em dia sobre casamento

Muito se fala hoje em dia sobre casamento. Artigo de um jovem amante da Filosofia - Natan Campos

TEOLOGIA ORTODOXA, Reformada e afins por Marcelo Gesta: Muito se fala hoje em dia sobre casamento: Muito se fala hoje em dia sobre casamento por Natan Campos Muito se fala hoje em dia sobre casamento. Muitos discursos, cada ...

Muito se fala hoje em dia sobre casamento


Muito se fala hoje em dia sobre casamento

por Natan Campos


Muito se fala hoje em dia sobre casamento. Muitos discursos, cada um deles atendendo às ideologias pretendidas, são transcritos e orados na intenção de validar propostas sobre esta instituição. Mas, o que se tem dito sobre o casamento procede em conformidade com a estrutura geral da instituição casamento? É o que o vamos abordar no presente artigo.

A sociedade pós-modernista, tendo adiante as esquerdas em massa, propõe que hajam múltiplas formas de casório, instituições familiares, tomando sempre por égide a ideia de que “todo amor é válido”, e que “o Amor é mais que imprescindível para que uma união vá adiante, ano após ano.” Embora a segunda premissa esteja correta, já que sem o Amor tudo resume-se em um negócio - talvez no sentido estrito da palavra: contrário ao ócio que é “falta do que fazer” - onde há mera troca de interesses, que na maioria das vezes tem por signo o ato sexual, que culmina numa evanescente sensação de prazer denominada orgasmo, a primeira premissa não sustenta a ideia de casamento em si.

As palavras casamento, acasalar, casal, derivam da mesma palavra latina: casa. Casa denotava uma “porção de terra com uma habitação instalada, uma vivenda pobre.” Posteriormente, a palavra casa assume a conotação de “Domus”, que é como entendemos casa hoje. Em síntese, as palavras casamento, acasalar, casal, em sua raiz, denotavam uma “porção de terra, onde haviam procriações de filhos, perpetuando então a família, de modo independente à outras famílias.” Tal noção pode ser alcançada quando consideramos, também, o sentido etimológico das palavras matrimônio, mãe, matriz, etc. Todas estas palavras derivam da palavra "máter", que em grego teria seu equivalente como sendo "méter". Há quem diga que tal palavra origina-se em grego do som emitido pelo recém nascido ao ser amamentado. Logo, a noção de casamento e matrimônio, que são palavras sinônimas, advém da capacidade de perpetuar-se através da geração de filhos.

Se assim é, então pessoas do mesmo sexo não podem casar-se, unir-se em matrimônio, já que não podem gerar filhos. Embora tal fato não seja considerado na cultura geral brasileira, onde preferem ignorar tal consideração e, como Epicuro em sua analogia com o “tetrapharmakos”, trancam-se em seus jardins, negando o real, que em sua totalidade julgam ser produto do mero acaso - esse é o sentido de clinâmen - escondem-se, buscando seu próprio prazer e satisfação de seus desejos, sendo esse, para eles, o bem que se pode ter na vida. Aí está a psicologia por detrás da ideia de que pessoas do mesmo sexo podem casar-se: satisfazer os desejos, tão somente.

Mas, há de se ressaltar que é um direito do indivíduo, unir-se legalmente com outra pessoa, ainda que seja do mesmo sexo. Mas, tal união, é civil e não um casamento, já que não podem gerar filhos.

Embora não seja uma tarefa muito fácil definir direito e justiça, dou aqui, ao menos a prévia do que entendo que seja: direito e justiça são palavras que vêm de uma mesma palavra: Jus. Justiça e direito, então, teriam a mesma origem, sendo justiça o ato de fazer valer o direito que, sendo direito de fato, defino como “uma potência, um poder moralmente justificável”. A liberdade é um direito e direito inalienável, que pode ser exercido, dentre muitas formas, também através da união civil entre pessoas do mesmo sexo, que embora legal, ainda sim não é casamento, ou não em seu sentido estrito.

Arthur Schopenhauer definia o Amor como sendo o sentimento de preservação da espécie, o viés pelo qual perpetua-se, deixando uma posteridade. Por essa razão, para ele, o Amor era “a compensação da morte”. Por esta razão, também, Schopenhauer fora um ferrenho crítico do homossexualismo e qualquer tipo de união em torno de qualquer desejo “anti-natural”, como dizia ele, já que não havia procriação. Embora eu mesmo não concorde com Schopenhauer sobre o que é o Amor, é indiscutível a elevação intelectual de sua crítica contra qualquer união que não seja heterossexual, que é dada como um casamento.

Em síntese, caro leitor, não há casamento entre pessoas do mesmo sexo, e qualquer tentativa de se estender o sentido de casamento, de modo que abarque a união entre pessoas do mesmo sexo como casadas, é totalmente incoerente.


 Natan Campos

Portanto, sede imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor como Cristo, que também nos amou e se entregou por nós a Deus como oferta e sacrifício com aroma suave. Efésios 5:1,2.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PENTECOSTES & PENTECOSTALISMO: uma abordagem sociológica teológica

PENTECOSTES & PENTECOSTALISMO
Por Marcelo Gesta

Todo estímulo cria uma ideia, e se tal ideia continuar sendo instigada, logo gerará uma atitude. Se tal atitude continuar sendo repetida, a mesma cultivará um hábito, e a perpetuação deste hábito consolidará um comportamento e/ou mentalidade, sejam verdadeiros ou falsos. A persistência e continuidade deste fenômeno elegerão um símbolo primordial e fundamental (um “símbolo sagrado”), e, justamente tal, será o “instrumento aferidor” de tudo aquilo que for considerado adequado ou inconveniente. Assim, o “sim-bólico” é o que agregará os princípios e valores, a ética e a moral apropriadas para todo indivíduo ou sociedade inteira, e obviamente seu contrário, será e é percebido como o “dia-bólico”, o desagregador.
Neste trabalho usamos como objeto de estudo os fenômenos pertinentes à Pentecoste e ao Pentecostalismo para demonstrar uma dinâmica que pode ser percebida e se repete em qualquer instituição, seja ela religiosa, política, comercial, militar, cultural, industrial, educacional etc. – o comportamento cultivado, preservado e repassado, de distintas formas, para ser e por ser fator de identificação individual bem como de identidade grupal, é adquirido, desenvolvido, praticado e propagado artificialmente a partir de um “símbolo sagrado”.
Desse modo, sem ter a pretensão de ser um projeto apologético ou doutrinário cristão, levantamos questões que vão da Antropologia à Psicologia, da História à Filosofia, da Sociologia à Teologia, transitando dentro do campo das Ciências da Religião e da Teologia Protestante.

Este livro é escrito por Marcelo Gesta, membro de uma Denominação Protestante Histórica, formado em Teologia, História e Ciências da Religião, o qual procurou não descuidar da dinâmica acadêmica e do método científico, portanto, alguém que pesquisou, empreendeu e concatenou tanto sob uma perspectiva interna quanto externa das realidades e fatos doravante apresentados.

Encontrado nas melhores livrarias.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CRENTES que são a FAVOR do ABORTO e ABORTAM: o aborto de fetos humanos e de “igrejas fetais”

CRENTES que são a FAVOR do ABORTO e ABORTAM: o aborto de fetos humanos e de “igrejas fetais”

Por Marcelo Gesta

Definido os termos:
Significado de Aborto: Expulsão espontânea ou provocada do produto da concepção antes do momento em que ele se torna viável.[1] Exemplos: aborto de um feto (diga-se ser humano); abortar um empreendimento e/ou abortar uma empresa; abortar uma missão e/ou uma igreja.
Muito tem se comentado sobre as terríveis declarações de certo líder “cristão” a respeito de suas campanhas a favor do aborto (. Muitos “crentes” com falsa moral e ética cristã contradizem-se quando afirmam serem contra o aborto. Tenho aprendido que a Bíblia Sagrada não tem o menor constrangimento em mostrar e corrigir as mazelas da humanidade (Romanos 1: 18 á 32). A verdade pode doer, mas liberta – ‘e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’. Então, as concatenações seguintes dizem respeito a mim a você! De que forma? Vejamos:

1)      Se você é a favor do aborto humano dentro das circunstâncias banais que a mídia mundana nos traz, então você é contra a vida, e esta é a maior obra prima de DEUS (Deuteronômio 5:17), e portanto, estás em pecado;

1)      Sob outro aspecto, se também aborto pode ser visto como a expulsão provocada do produto da concepção antes do momento em que ele se torne viável, então, é possível, que da mesma forma com que seria pecado abortar-se algo que deveria e é plausível antes de tornar-se viável, pelo mesmo ser algo de DEUS, de outra forma, seria pecado e é deixar-se e abortar qualquer empreendimento, desde sua concepção, quando o mesmo não nasce no coração de DEUS (exemplo: teologia da prosperidade; ou qualquer destes “movimentos gospeis” que hodiernamente destroem a igreja brasileira);

1)      Sob outro aspecto ainda, e é aqui que gostaria de deter-me, refere-se a: aborto como pecado quando querem abortar o “feto de uma Igreja”, ou “uma igreja em feto ou fetal”, ou seja, uma igreja ainda incipiente, ainda em seu nascedouro, ainda começando, ou como reunião de oração em lares entre irmãos de diferentes denominações ou igrejas locais, ou uma congregação em formação; quando proíbem-na de ter cultos e evangelismo entre os vizinhos de tais pessoas que reúnem semanalmente para adorem a DEUS e proclamarem o evangelho do Senhor Jesus Cristo, por simples inveja, autoritarismo, ciúmes, preconceitos, perseguições baratas espúrias e luciféricas ou qualquer outra coisa que não se encaixa dentro da ética e da moral cristãs.

Assim sendo, se você não quer se juntar a DEUS naquilo que ele está fazendo de bom através de outros(as) irmãos(ãs), veja se tu não atrapalha, pois quem não ajunta espalha!
PLANTAR IGREJA É PLANTAR ESPERANÇA!


[1] Fonte: Dicionário online de português - http://www.dicio.com.br/aborto/.