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domingo, 9 de fevereiro de 2014

TUDO CLAMA PARA SER ALGUMA COISA, de MArcelo GEsta


TUDO CLAMA PARA SER ALGUMA COISA
(Itaipava 05/02/1997)

Tudo clama
Para ser alguma coisa
Mas só a ordem e a disciplina
Constroem a tal coisa



A semente insignificante
Solitária e pequenina
Encontra-se replicante
Quando seca é que germina

Mas, ainda que germinada
Em si não se contém
Quer ser uma florada
E o crescimento logo obtém



E apesar de crescida
Não só uma árvore quer ser
Nela explode mais vida
Tornar-se uma floresta é o seu querer


Havia sol
E também a lua
E tudo se movia em prol
Até mesmo na chuva



O equilíbrio era presente
E combinados os recursos em volta
Não havia nenhum acidente
Que causasse uma reviravolta



Em sua disciplina Da semente vieram os ramos
Dos ramos a folhagem
Da folhagem, a florada
Da florada os frutos
E dos frutos as sementes



Antes das flores
Não pode haver frutos
E sem as folhas
No solo as sementes
Não encontrariam nutrientes

Se não houvesse ordem
Para ela se desenvolver
Do alimento ficariam sem
E logo viriam morrer

Tudo o que tem vida
Existe em função
De não apenas ter guarida
Mas em qualquer ocasião
A necessidade solicita
Um empreendimento ou construção



O pássaro seu ninho faz
E a abelha o mel produz
Mas quem no marasmo jaz
Á nada se reduz.



De Marcelo Gesta

ENSINA-ME, Ó MESTRE de Sonia Lodiferle

ENSINA-ME, Ó MESTRE

de Sonia Lodiferle

Eu vejo tudo à volta escurecendo...
densas nuvens cobrindo o firmamento.

No mar da vida ondas vão se erguendo.
Grande temor me agita o pensamento.

Tal qual pequeno barco perecendo,
assim, Senhor, sou eu nesse momento.
Vem socorrer-me agora, vem correndo!
Ouve depressa a voz do meu lamento.

Bem podes ver o aflito coração.
Vem estender-me, pois, a tua mão
ensinando-me a ser como Tu és.

Fala às ondas que querem me afogar.
E ensina-me, ó Mestre, a caminhar
tendo as águas debaixo dos meus pés.