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domingo, 16 de fevereiro de 2014

REFLEXÕES SOBRE LIBERDADE, CONCATENAÇÕES...- por Marcelo GEsta

REFLEXÕES SOBRE LIBERDADE, CONCATENAÇÕES....
    por Marcelo GEsta

    Liberdade, palavra grávida que, ás vezes, se transforma em utopia. A liberdade tem múltiplos sentidos: Liberdade pode ser ou é vida; liberdade pode ser ou é felicidade; liberdade pode ser ou é amor; liberdade pode ser ou é expressão; liberdade é uma coisa só, não existe falsa liberdade, pois falsa liberdade não é liberdade...
     Quem não tem liberdade não vive, apenas sobrevive. Poderia ser feliz quem não é livre? Quem é livre ama; e quem ama é livre, pois não é escravo do ódio, da insegurança e do rancor. Aliás, o livre – ao em vez de ser possuído – é ele quem possui o amor. Será que quem não consegue expressar toda esta vida, toda esta liberdade e todo este amor, seria livre? Certamente que não.
     Liberdade é independência – independência de tudo o que é material, ou imaterial, racional ou emocional etc. Pois são estes alguns dos que nos limitam no espaço, no tempo ou mesmo fora deles.
     Mas será que somos livres? Será que usamos, por exemplo, as palavras que queremos usar? Será que podemos ir aonde desejamos? Será que nos permitem pensar? Pensar não é tudo. Será que nos permitem agir? Nos permitem, ou nos permitimos, por em prática nossas ideias e nossa liberdade? Será que nos permitem ou nos permitimos, crer ou descrer? Será que nos permitem, ou nos permitimos, ver ou não ver? Será que nos permitimos ou nos permitem optar ou não optar? Tentar ou não tentar? Seriam a práticas destas liberdades realmente liberdades autênticas?
     Será que somos apenas rostos em meio a uma imensa multidão? Seríamos apenas rostos insignificantes, que não merecem crédito, com uma opinião sem valor, que não desperta nenhum interesse no sistema – a não ser que se volte contra a máquina – ameaçando-a, e por isso terá de ser eliminado, pois quebrou a regras do sistema corrupto?  Será que somos, apenas, uma gota que nunca transbordará o oceano, mas que também, se sair, nunca fará falta á ele? E se formos “apenas isso”, que mal há nisso? A liberdade transcende o que pensam e muitas das vezes até mesmo o que pensamos sobre nós mesmos.
     Até quando vegetarás? Será que castraram os seus desejos e sonhos? Você não passa de um ou de uma fantoche? Será que depois de tanto tempo cativo ou cativa, esqueces-te do que é ter vontade? Vontade é algo que dá e passa, todavia suas consequências permanecem...
     O Senhor Jesus diz: “Vinde á mim todos voz que estais cansados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas almas. Porque meu fardo é leve e o meu jugo é suave” (Mateus 11:28-30). Este é um convite livre de imposições. Como é bom poder optar, pensar e falar, embora haja opções, pensamentos e falas boas e más. Como é maravilhoso dispor de si próprio, porém, como é discutivelmente feliz poder deixar de fazer ou fazer alguma coisa. Como é agradável ter prazeres que não vão contra a vontade de Deus, a melhor para nossas dúvidas.
     Liberdade é ousadia. Deve-se ter coragem para deixar de ser dependente de qualquer coisa ou alguém, para que se possa tornar-se independente individualmente, por mais difícil que possa parecer ou mesmo seja realmente. Embora saiba-se que, todavia, independência de DEUS é morte.
     Liberdade é franqueza, é poder se abrir com alguém, é se por á disposição de qualquer um que precise de ti, “sem se importar” com “as consequências”. Liberdade é ser sincero, é poder dizer o que se pensa sem sentir peso no coração, sem a intenção de agredir o próximo, mesmo que ele se ofenda. Liberdade é ser desimpedido, ou seja, é poder pensar, falar, agir ou ser, sem a pressão negativa de uma consciência aprisionada por terceiros. Liberdade é não depender totalmente de outrem, pois todos se interdependem, mas ainda sim, ser dependente da vontade de Deus, a melhor para nossas vidas.
     Liberdade é se sentir no direito de lutar contra a tirania – ainda que seja a tirania do direito – é não violar o direito do outro, é não “ter nada” com outra pessoa ou “ser forçado a ter algo” com outra pessoa ou alguém, todavia, sem violar a lei da sociabilidade do ser humano, pois nós só vivemos convivendo, ninguém vive sozinho, ninguém convive sozinho, e quem não convive não vive, antes, sobrevive. Todos “precisam” de todos. Temos necessidades uns dos outros – dizer que não se precisa de ninguém pode ser um pedido desesperado de socorro por um dia ter-se precisado de alguém e ter sido frustrado por isso, logo, dizer-se que não se precisa de ninguém é um grande pedido pela ajuda de alguém. E nã há necessariamente problema algum em pedir ajuda de alguém.  Precisamos de alguém que nos complete em nossas áreas deficitárias, ou em pelo menos uma, daí os Dons do Espírito Santo para Sua Igreja.  Se achamos que não precisamos de ninguém – que é algo diferente de depender-se totalmente de alguém – é porque algum sentimento negativo em nós já está nos escravizando. Assim sendo, se precisamos viver em comum, as fontes de prazer e satisfação, saúde e educação etc., devem ser um bem comum, para que possa haver maior prazer e liberdade em comum.
     Liberdade é algo mais e não é o mesmo que liberalismo e/ou libertinagem, pois pelo liberalismo e pela libertinagem muitos foram e são oprimidos até hoje. A nossa liberdade acaba e torna-se libertinagem, quando nós, para ter a nossa passamos por cima da do outro semelhante. Liberdade é unidade.
     Liberdade é “a força do direito” contra o direito da força. Liberdade é paz, embora façam guerra em prol dela. Liberdade é pureza, embora alguns se sujam para adquiri-la. Liberdade é ser livre e “deixar ser livre”, embora estejam oprimindo para terem-na. O ser humano quer ser livre – e isso é legítimo – todavia quando se procura a liberdade a qualquer custo desesperada e loucamente, escraviza-se tanto ao próximo como a si mesmo, transformando-se a liberdade em utopia – justamente o que ela não é, mas passa a ser quando seus prazeres são escravizantes.
     Minha liberdade é uma pessoa, e ela tem um nome – Jesus Cristo. Não há como alcançar a liberdade sem Jesus Cristo. Talvez o seu opressor não seja um vício, ou sequer um sistema, talvez o seu opressor não seja o medo, ou a vergonha, ou o ódio, ou uma paixão, ou o tédio, ou o ócio não criativo, ou o vazio, ou a fome, ou sequer a falta de paz. Talvez o que tire a sua liberdade não seja alguém ou alguma coisa, pois talvez o seu maior opressor seja as idéias que você tem sobre você mesmo(a). Só é oprimido quem não tem e não interage com Jesus Cristo. A nossa vontade normalmente sempre reina, porém, ás vezes, ela prevalece contra nós mesmos e contra outros que até querem nos ajudar...
     “O segredo para se alcançar a paz é tentar fazer nossas realizações não se igualarem aos nossos desejos, e baixar nossos desejos ao nível de nossas realizações”, disse Sêneca. Parafraseando um dito de Ernesto Che Guevara digo: “nós, os cristãos, seremos mais livres quando formos mais perfeitos, seremos mais perfeitos se formos mais livres. “A força fez os primeiros escravos, a sua covardia os perpetuou”, disse J. J. Rousseau. A desobediência, o ódio, as palavras torpes, as contendas, o pecado dentre outros, fizeram os primeiros escravos, mas foi a falta de perdão, de amor, de mansidão, de domínio próprio entre outros que os perpetuou.
     Vemos que não ser livre é muito mais do que estar por traz das grades; ser livre é muito mais que viver sem cadeias, ou mesmo não ser vigiado, ou poder fazer a qualquer hora o que bem se quer.
      Nas paredes de um velho templo, foi descoberto o seguinte quadro:

-Um rei forjando, com sua coroa, uma corrente. Perto dele havia um escravo fazendo, de suas correntes, uma coroa. Por baixo estava escrito: “A vida se constitui daquilo que o homem faz dela, independente daquilo que ela é feita”.

Uma reflexão sobre liberdade - MArcelo GEsta

Uma reflexão sobre liberdade
por MArcelo GEsta
(Teresópolis,12/01/93)
 
Quando no horizonte o sol se põe
Ou se esconde atrás da montanha...
Quando de manhã bem cedo
O bem-te-vi louva e canta
E no fim da tarde
A cigarra encanta...
Quando de noitinha
Abro os portais
E Te adoro na minha varanda...
O meu peito arde
O meu coração forte bate
Minh´alma se abre
E O Teu Espírito “á invade”
E envolto na liberdade
Eu me sinto

Na Tua eternidade. 

QUERO MINHA LIBERDADE por Marcelo Gesta

QUERO MINHA LIBERDADE
por Marcelo Gesta 

Quero minha liberdade
Pensei nisto muito bem
Quero agir com naturalidade
E aproveitar o que a vida tem.
Quero minha liberdade
Da forma que convém
Vou mostrar a habilidade
Que com ela todos têm.


Os que privam a liberdade
 Não fazem o que é justo
Vingam-se da bondade
E daquilo que tem alto custo
Os que privam a liberdade
Proclamam só a obrigação
Terminam com a solidariedade
E com os direitos do coração
Quero minha liberdade
Podes ficar tranqüilo
Pois terei honestidade
De não exceder-me naquilo
Alguns tentando livres serem
Á muitos escravizaram
Outros tentando se “vincularem”
Livres se tornaram
Mais que liberdade pra falar
Mais que liberdade de fazer
Mais que liberdade para ouvir
Mais que liberdade de se ter
Quero a liberdade como um meio
Quero a liberdade como um fim
Porém, mais que liberdade quero ser livre
Não quero que ela escravize a mim.
Alguns temem a liberdade
Que outros possa haver
Pois termina a fidelidade
Que no passado disseram ter
Alguns temem a liberdade
Ser livre é um difícil cargo
É sinônimo de responsabilidade
E para outros um terrível fardo.


Os que facilmente a encontram
Logo vem á perdê-la
E os que por ela labutam
Certamente conseguem obtê-la
Mas, a liberdade é fantasia
Se não vem ela de Cristo
E será sempre uma utopia
Se não atentares para isto
Para livre tu seres
Cristo te chama
Para liberdade tu teres
E dentro de ti uma nova chama


Solte-se a ti!
Aceite o Seu perdão!
Mais que liberdade terá,

Se receberes de Deus a salvação.

Uma fábula sobre a liberdade de Marcelo GEsta


Uma fábula sobre a liberdade
de Marcelo GEsta


     Certa vez um pardal faminto, resolveu descer a montanha e ir até a cidade para ver se encontrava comida, pois vivia esfomeado voando pelos bosques.
     Chegando a cidade, ouviu um canto melancólico e um tanto distante, mas seguindo o deprimido canto conseguiu chegar até uma linda gaiola de ouro, onde havia um canário muito infeliz.
     Então o pardal perguntou:
-Por que você, meu caro canário, está tão triste dentro desta linda gaiola de ouro, onde há tanta fartura e conforto?
     Ao que o canário respondeu-lhe:
-Que adianta eu estar aqui, com tudo isto se não posso estar aí gozando dos prazeres da vida e da liberdade? Eu, o pássaro da gaiola de ouro, quero voar e conhecer os bosques. Você, amigo pardal, deve ser muito feliz aí fora, voando para onde quer, cruzando ares e conhecendo outros pássaros?!
-Sim, amigo canário, a liberdade é muito boa, mas de que vale tê-la, se muitas vezes passo fome e frio aqui fora, onde, ás vezes, quase sacrifico a minha segurança, pois a qualquer hora posso ser apanhado e devorado por uma serpente ou um felino?!
-Mas, de que também vale a mordomia se não há liberdade? Disse o canário continuando: “Façamos um trato! Eu lhe ensinarei a cantar, e você me ensina a voar. Juntos, abriremos a porta da gaiola, você entrará e me substituirá cantando para o meu dono e, assim, poderá desfrutar de toda fartura e conforto da gaiola dourada, enquanto eu irei conhecer as maravilhas da montanha!
     E trocando de posições, o pardal se esforçava para imitar o canário, e o canário, por sua vez, conseguiu subir vagarosamente até o alto da montanha. Chegando lá no alto da montanha o canário estava exausto e faminto. Resolveu então cantar para encontrar comida, porém não a conseguiu, assim pousou em ma árvore para descansar.Logo começou escurecer e esfriar e seu gozo, prontamente, tornou-se preocupação e a sua alegria em medo. Inseguro, o canário começa a ficar deprimido, e olhando para baixo vê a cidade de onde veio e começa a pensar: “Se eu estivesse agora em minha gaiola de ouro, eu teria lá fartura, segurança e conforto, bem como alguém para me servir todas as manhãs.
     Resolvendo o canário descer da montanha e reaver o seu lugar que estava com o pardal, foi capturado e devorado por um gavião.
     Amanhecendo o dia seguinte, o pardal – dentro da gaiola de ouro – já estava entediado de cantar o dia inteiro, como um bobo, aquela vida monótona não era para ele. Os dias se passaram, e por comer demais e sem fazer exercícios o pardal se tornou um balofo. Sentia muito tédio, tinha saudades das aventuras que tinha na montanha. Sonhava com a possibilidade de outro pássaro vir ajudá-lo a sair daquela gaiola dourada e se tornar livre novamente. Certa manhã, seu dono levou a gaiola para ele tomar um banho de sol na janela. Foi então que, enquanto ele melancolicamente cantava olhando para a montanha, pousou ao seu lado uma exausta andorinha. Ela logo o indagou:
-Eu não sabia que pardais cantavam.
     Respondeu o pardal: 
-Realmente pardais não cantam. Eu só estou aqui por que estava com fome, frio e exausto voando pelos campos, quando resolvi vir até a cidade atrás de comida, até ser atraído pelo canto triste e encontrei dentro de uma gaiola de ouro um canário que queria ser livre para voar. Ele me propôs que eu o ajudasse a sair dali, e em troca me ensinaria a cantar para ficar no lugar dele dentro da gaiola dourada, desfrutando das mordomias da gaiola de oura. Porém, eu me arrependi e quero voltar á ser livre.
     A andorinha então respondeu:
-Eu daria tudo para estar agora desfrutando das mordomias desta linda gaiola de ouro. Eu poderia ajudá-lo a sair, se em troca, você me ensinar a cantar para que eu possa aí viver.
-Combinado, dona andorinha, eu lhe ensino a cantar e você me ajuda a sair.
     Aprendendo a andorinha a cantar, ajudou o pardal a abrir a pesada porta da gaiola de ouro, trocando de lugar com ele. Em saindo o pardal, seu coração bateu mais forte, engoliu a seco e seus olhos se encheram de lágrimas. Sem se despedir da andorinha, ele voou logo para a montanha. Mas por estar agora um balofo e desabituado a voar, logo se cansou e pousou em uma cerca para pegar fôlego. Olhando ansiosamente para a montanha, esqueceu-se de vigiar, sendo capturado e devorado por um felino.

     A andorinha, por sua vez, cantava e gozava dos prazeres da gaiola de ouro. Porém, quando chegou a primavera um ócio muito grande tomou conta de seu ser, e olhando suas companheiras voando pelos céus, das grades da gaiola de ouro, uma nostalgia enorme invadiu sua alma. Até que certo dia, um romântico e faminto beija-flor, aproximou-se dela... e aí... 

2 maneiras erradas de fazer um apelo evangelístico - Autores: Mark Dever e Paul Alexander Tradução: Francisco Wellington Ferreira

Apelo

Tome cuidado para que seu apelo não iluda as pessoas
Sempre que apresentamos o evangelho, quer num culto público aos domingos, quer numa conversa pessoal durante a semana, precisamos convidar as pessoas a que se arrependam e creiam no evangelho, para que a nossa apresentação das boas-novas seja completa. Quão boas são as boas-novas, se nunca digo às pessoas como elas podem responder ao evangelho e o que precisam fazer em relação a ele? Precisamos convidar as pessoas a se arrependerem e crerem.
Mas, quando as convidamos, temos de assegurar-nos de que não confundam qualquer resposta com a única resposta salvadora. Os riscos são elevados neste ponto, porque, se houver ambiguidade, estamos, de fato, cooperando para que as pessoas sejam iludidas quanto ao seu próprio estado espiritual, por lhes garantirmos que estão salvas, quando talvez elas não se arrependeram nem creram de maneira alguma. As duas respostas que, em nossos dias, são frequentemente confundidas com o arrependimento e a fé são (1) o fazer uma oração com alguém e (2) o vir à frente no culto de adoração.
1) Fazendo uma oração com alguém
Muitas vezes os cristãos compartilham o evangelho com alguém e o estimulam a fazer uma oração previamente escrita. (As pessoas podem realmente se arrepender e crer dessa maneira.) Em seguida, o evangelista bem intencionado encoraja o “novo crente”, dizendo: “Se você fez essa oração com sinceridade, como que expressando seus próprios sentimentos, parabéns! Agora, você é um filho de Deus”. No entanto, fazer uma oração nem a sinceridade nunca são apresentados nas Escrituras como um alicerce para a segurança de salvação. Jesus nos ensina a não tomarmos a oração e a sinceridade como segurança de salvação, e sim as ações — o fruto de nossa vida (Mt 7.15-27; Jo 15.8; 2Pe 1.5-12). O Novo Testamento nos ensina a considerarmos a santidade de conduta, o amor pelos outros e a pureza de doutrina como os indicadores de nossa segurança de salvação (1Ts 3.12-13; 1Jo 4.8; Gl 1.6-9; 5.22-25; 1Tm 6.3-5). Isso significa que não devemos encorajar as pessoas a se sentirem seguras de sua salvação fundamentadas apenas em uma oração que fizeram no passado, quando não têm quaisquer frutos de arrependimento observáveis em sua vida.
2) Vir à frente depois da pregação
Isso também se aplica àquele que vem à frente depois de uma pregação na igreja. Muitas vezes, pessoas vêm à frente depois de um sermão, indicando assim uma “decisão por Cristo”; e tais pessoas são logo recebidas como membros da igreja! Não se pode discernir nessas pessoas nenhum fruto de salvação, embora se admita (erroneamente) que ela se arrependeu e creu verdadeiramente, porque expressou abundância de emoções, veio à frente e fez uma oração sincera.
O resultado: falsas conversões
O resultado desse tipo de “não exigir evidências” da segurança de salvação é que as pessoas são ensinadas a considerar a oração de vinte anos atrás como o motivo para pensarem que são salvas, ignorando a contradição entre seu estilo de vida e sua confissão de fé. Podemos estar enchendo nossas igrejas com falsos convertidos, cujos pecados trazem dúvidas sobre o testemunho da igreja local. Esse não é o caminho para construirmos uma igreja saudável — e pode até obstruir a nossa obra evangelística — tanto dentro como fora da igreja local.
Precisamos compreender que as pessoas podem fazer orações sinceras e vir à frente, depois do sermão, sem arrependerem-se e crerem em Jesus. Isso tem sido feito durante dois mil anos. O escritor da Epístola aos Hebreus nos adverte que muitas pessoas tinham desfrutado de experiências espirituais genuínas e que tais experiências não eram coisas “pertencentes à salvação” (Hb 6.4-9; cf. 2Pe 1.6-10). Ele também nos instrui que a fé, a esperança e o amor são critérios mais confiáveis (Hb 6.9-12). O fruto de obediência é a única evidência externa que a Bíblia nos recomenda usar para discernirmos se uma pessoa é ou não convertida (Mt 7.15-27; Jo 15.8; Tg 2.14-26; 1Jo 2.3).
Seremos mais sábios se acabarmos com práticas evangelísticas ambíguas do que se continuarmos a confundir as pessoas quanto à natureza da resposta salvadora. É certo que permitir a ambiguidade pode aumentar o nosso rol de membros. Mas isso engana as pessoas não-salvas, levando-as a pensar que são salvas — esse é o mais cruel de todos os embustes. Também enfraquece a pureza de nossas igrejas e de seu testemunho corporativo, permitindo a aceitação de membros que são cristãos professos, mas que, mais tarde, revelam não serem cristãos, porque retornam a estilos de vida que não podem caracterizar um cristão verdadeiramente convertido.
Quer você esteja começando uma nova igreja, quer esteja reorganizando uma igreja antiga, continue a chamar as pessoas ao arrependimento e à fé — tanto em sua conversa como em sua pregação. Os novos convertidos podem fazer uma confissão pública dessa fé. É para isso que existe o batismo.

Texto adaptado do livro Deliberadamente Igreja, capítulo 3 “Evangelização com Responsabilidade“ (pág. 64 a 66). Copyrigh © Editora FIEL
Autores: Mark Dever e Paul Alexander Tradução: Francisco Wellington Ferreira