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sábado, 1 de março de 2014

Ano eleitoral e associação espúria entre políticos e religiosos – parte 1

Ano eleitoral e associação espúria entre políticos e religiosos – parte 1
De Marcelo Gesta



2014, estamos em ano eleitoral, o que deveria ser considerado uma bênção, ou algo normal e até “feliz”, senão estivéssemos observando novamente, uma tendência insalubre na história da humanidade, que aconteceu em todos os povos, de qualquer continente do planeta. Que tendência ou prática abominável é esta? É simples: a união ou associação entre política e religião, entre gabinete e templo, ou mais comumente a associação – não de fiéis da religião “a” ou “b” – porém, a de alguns clérigos e/ou sacerdotes (bispos, pastores, aiatolás, pais de santo, gurus, arcebispos, zeladores de orixás, papas, apóstolos, monges, xamãs, sheiks, rabinos e afins) à políticos (presidentes, governadores, prefeitos, deputados, vereadores, senadores e afins), com interesses espúrios e contrários aos da religião em si.

Obviamente, não estamos dizendo aqui que tanto a religião quanto a política sejam coisas más, até por que, quando cada uma delas assume legitimamente, eticamente e moralmente cada um de seus diferentes papéis na vida do ser humano, tanto cidadãos quanto religiosos, até mesmo os indiferentes a tais, só tendem a serem bem aventurados com isso. Se política “ministra” e administra ao ser humano as coisas desse mundo, então o papel da religião é justamente outra coisa: a “ministração” e administração das coisas do outro mundo, a este mesmo ser humano. O poder que ambas têm separadamente diante do ser humano é enorme, tanto para o bem quanto para o mal, daí não conseguirmos ser indiferentes a tais, embora sempre hajam os omissos.

Uma vez que sempre houve, há e haverá problemas perigosíssimos no envolvimento da política com a religião, porque, então, nos deixamos levar pela mesma enganação periodicamente? O povo esquece rápido, e o indivíduo pouco conhece história. E, mesmo que você seja indiferente a tais assuntos, não seja ingênuo sobre os mesmos: todas as vezes que política se uniu a religião, sempre houve abusos e guerras, concluímos previamente assim que, todas as vezes que isso acontece, o ser humano passa por perigo. E, repetindo, não é por que religião ou política sejam ambas más, porém, é na troca ou mistura de funções que estão os problemas.


Portanto, cuidado! Informe-se! Reflita! A pólvora tem poder, o fogo também, porém a mistura dos dois amplia muito mais tal poder, tanto para o bem quanto para o mal. Não arrisque, além do mais, como diz o ditado popular: ...“ado-ado-ado, cada um no seu quadrado”...