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sábado, 2 de janeiro de 2016

PENTECOSTES PENTECOSTALISMO: uma abordagem Sociológica Teológica - Por Marcelo Gesta


PENTECOSTES PENTECOSTALISMO
Por Marcelo Gesta

Todo estímulo cria uma ideia, e se tal ideia continuar sendo instigada, logo gerará uma atitude. Se tal atitude continuar sendo repetida, a mesma cultivará um hábito, e a perpetuação deste hábito consolidará um comportamento e/ou mentalidade, sejam verdadeiros ou falsos. A persistência e continuidade deste fenômeno elegerão um símbolo primordial e fundamental (um “símbolo sagrado”), e, justamente tal, será o “instrumento aferidor” de tudo aquilo que for considerado adequado ou inconveniente. Assim, o “sim-bólico” é o que agregará os princípios e valores, a ética e a moral apropriadas para todo indivíduo ou sociedade inteira, e obviamente seu contrário, será e é percebido como o “dia-bólico”, o desagregador.

Neste trabalho usamos como objeto de estudo os fenômenos pertinentes à Pentecoste e ao Pentecostalismo para demonstrar uma dinâmica que pode ser percebida e se repete em qualquer instituição, seja ela religiosa, política, comercial, militar, cultural, industrial, educacional etc. – o comportamento cultivado, preservado e repassado, de distintas formas, para ser e por ser fator de identificação individual bem como de identidade grupal, é adquirido, desenvolvido, praticado e propagado artificialmente a partir de um “símbolo sagrado”.

Desse modo, sem ter a pretensão de ser um projeto apologético ou doutrinário cristão, levantamos questões que vão da Antropologia à Psicologia, da História à Filosofia, da Sociologia à Teologia, transitando dentro do campo das Ciências da Religião e da Teologia Protestante.

Este livro é escrito por Marcelo Gesta, membro de uma Denominação Protestante Histórica, formado em Teologia, História e Ciências da Religião, o qual procurou não descuidar da dinâmica acadêmica e do método científico, portanto, alguém que pesquisou, empreendeu e concatenou tanto sob uma perspectiva interna quanto externa das realidades e fatos doravante apresentados.

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TEOLOGIA ORTODOXA, Reformada e afins por Marcelo Gesta: Muito se fala hoje em dia sobre casamento

Muito se fala hoje em dia sobre casamento. Artigo de um jovem amante da Filosofia - Natan Campos

TEOLOGIA ORTODOXA, Reformada e afins por Marcelo Gesta: Muito se fala hoje em dia sobre casamento: Muito se fala hoje em dia sobre casamento por Natan Campos Muito se fala hoje em dia sobre casamento. Muitos discursos, cada ...

Muito se fala hoje em dia sobre casamento


Muito se fala hoje em dia sobre casamento

por Natan Campos


Muito se fala hoje em dia sobre casamento. Muitos discursos, cada um deles atendendo às ideologias pretendidas, são transcritos e orados na intenção de validar propostas sobre esta instituição. Mas, o que se tem dito sobre o casamento procede em conformidade com a estrutura geral da instituição casamento? É o que o vamos abordar no presente artigo.

A sociedade pós-modernista, tendo adiante as esquerdas em massa, propõe que hajam múltiplas formas de casório, instituições familiares, tomando sempre por égide a ideia de que “todo amor é válido”, e que “o Amor é mais que imprescindível para que uma união vá adiante, ano após ano.” Embora a segunda premissa esteja correta, já que sem o Amor tudo resume-se em um negócio - talvez no sentido estrito da palavra: contrário ao ócio que é “falta do que fazer” - onde há mera troca de interesses, que na maioria das vezes tem por signo o ato sexual, que culmina numa evanescente sensação de prazer denominada orgasmo, a primeira premissa não sustenta a ideia de casamento em si.

As palavras casamento, acasalar, casal, derivam da mesma palavra latina: casa. Casa denotava uma “porção de terra com uma habitação instalada, uma vivenda pobre.” Posteriormente, a palavra casa assume a conotação de “Domus”, que é como entendemos casa hoje. Em síntese, as palavras casamento, acasalar, casal, em sua raiz, denotavam uma “porção de terra, onde haviam procriações de filhos, perpetuando então a família, de modo independente à outras famílias.” Tal noção pode ser alcançada quando consideramos, também, o sentido etimológico das palavras matrimônio, mãe, matriz, etc. Todas estas palavras derivam da palavra "máter", que em grego teria seu equivalente como sendo "méter". Há quem diga que tal palavra origina-se em grego do som emitido pelo recém nascido ao ser amamentado. Logo, a noção de casamento e matrimônio, que são palavras sinônimas, advém da capacidade de perpetuar-se através da geração de filhos.

Se assim é, então pessoas do mesmo sexo não podem casar-se, unir-se em matrimônio, já que não podem gerar filhos. Embora tal fato não seja considerado na cultura geral brasileira, onde preferem ignorar tal consideração e, como Epicuro em sua analogia com o “tetrapharmakos”, trancam-se em seus jardins, negando o real, que em sua totalidade julgam ser produto do mero acaso - esse é o sentido de clinâmen - escondem-se, buscando seu próprio prazer e satisfação de seus desejos, sendo esse, para eles, o bem que se pode ter na vida. Aí está a psicologia por detrás da ideia de que pessoas do mesmo sexo podem casar-se: satisfazer os desejos, tão somente.

Mas, há de se ressaltar que é um direito do indivíduo, unir-se legalmente com outra pessoa, ainda que seja do mesmo sexo. Mas, tal união, é civil e não um casamento, já que não podem gerar filhos.

Embora não seja uma tarefa muito fácil definir direito e justiça, dou aqui, ao menos a prévia do que entendo que seja: direito e justiça são palavras que vêm de uma mesma palavra: Jus. Justiça e direito, então, teriam a mesma origem, sendo justiça o ato de fazer valer o direito que, sendo direito de fato, defino como “uma potência, um poder moralmente justificável”. A liberdade é um direito e direito inalienável, que pode ser exercido, dentre muitas formas, também através da união civil entre pessoas do mesmo sexo, que embora legal, ainda sim não é casamento, ou não em seu sentido estrito.

Arthur Schopenhauer definia o Amor como sendo o sentimento de preservação da espécie, o viés pelo qual perpetua-se, deixando uma posteridade. Por essa razão, para ele, o Amor era “a compensação da morte”. Por esta razão, também, Schopenhauer fora um ferrenho crítico do homossexualismo e qualquer tipo de união em torno de qualquer desejo “anti-natural”, como dizia ele, já que não havia procriação. Embora eu mesmo não concorde com Schopenhauer sobre o que é o Amor, é indiscutível a elevação intelectual de sua crítica contra qualquer união que não seja heterossexual, que é dada como um casamento.

Em síntese, caro leitor, não há casamento entre pessoas do mesmo sexo, e qualquer tentativa de se estender o sentido de casamento, de modo que abarque a união entre pessoas do mesmo sexo como casadas, é totalmente incoerente.


 Natan Campos

Portanto, sede imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor como Cristo, que também nos amou e se entregou por nós a Deus como oferta e sacrifício com aroma suave. Efésios 5:1,2.